Esse post é só para registrar que eu João e Filipe estamos completando hoje 4 meses no Canadá. Acho que ainda estamos na fase do encantamento e das novidades. Algumas conquistas foram alcançadas e passos foram dados em direção a outras. O que posso dizer nesse momento é que a sensação de que fizemos a opção acertada continua comigo.
Estar longe de casa não é uma coisa simples, deixa-se muita coisa para trás, mas penso que estamos investindo e que os frutos serão colhidos no momento certo.
Como meu amigo “Sr. Lupina” falou no seu comentário no post anterior, apesar da vontade de escrever, tempo livre acaba sendo uma coisa rara. Peço então desculpas pela baixa freqüência nas atualizações, mas por enquanto é o que tem dado para fazer.
Último final de semana
No último final de semana pegamos o carro e resolvemos sair meio sem destino seguindo a rua que fica na beira do lago Ontario indo para o oeste. Apesar de ter chegado aqui no final de fevereiro ainda não tinha tido a oportunidade de ir dar uma olhadinha no lago aqui em Mississauga, apesar de já ter feito isso várias vezes em Toronto.
Peguei então uma das ruas principais aqui de Mississauga, chamada de Hurontario e uns 10 min depois estava na beira do lago, em uma região chamada de Port Credit. A região é tão bonitinha e tão perto de casa que não entendi o motivo de não ter ido lá antes. Port Credit era uma cidade até 1974, quando então passou a fazer parte de Mississauga. Acabei não tirando fotos nessa hora, mas achei esse vídeo no Youtube que passa uma boa imagem dessa parte de Mississauga (apesar de ter sido feito no inverno).
Depois de Port Credit pegamos nosso destino que era o oeste e fomos para Oakville, uma outra cidade colada em Mississauga, famosa por ser a cidade dos ricos. Na Lakeshore de Oakville existem muitas casas boas, então já fui preparado para ver casarões, mas não vou negar que me surpreendi pela quantidade. Muitas pareciam até coisa de filme. Sabe aquelas que na frente tem um jardim enorme e uma coleção de carrões? Outra coisa que chamou a atenção é que a maioria das casas era completamente sem muro. Para não perder o costume, vou pegar carona no carro de uns brasileiros para mostrar para vocês. Eles estavam fazendo o mesmo passei que fizemos pela Lakeshore de Oakville. Só um detalhe, as melhores casas eles não mostraram pois eram em rua menores.
Finalmente, depois do show de luxo, caímos na realidade e pegamos o caminho de casa. Na volta resolvemos dar uma parada e fomos visitar um parque. Na Lakeshore existem muitos parques públicos, todos muito bonitos. Acabamos parando em um chamado Richard's Memorial Park, que já fica na cidade de Mississauga. Aqui vão algumas fotos que tiramos lá.
Nessa primeira nem tava fazendo tanto frio, mas João Victor e Filipe resolveram fazer graça fechando o casado novo do Brasil até a garganta, o Pepo imitou na hora.
Essa ficou linda demais ...
Eu com a filharada. Vocês já devem ter notado que o Pepo imita o João Victor até no cabelo ...
Eu com a Dona Patroa
E finalmente uma da minha Mãe com o Filipe
Final da 1a parte do meu curso.
Como tinha comentado com vocês no post de 9 de abril, estou fazendo um curso chamado ELT. A 1ª fase acabou na última terça-feira. Teve até solenidade de formatura com paletó e gravata. Depois dessa parte inicial, que se passou toda em sala de aula, começa a parte mais interessante chamada COOP. Nela você passa 10 semanas em uma empresa trabalhando no horário normal daqui (9:00 to 5:00). O lance é que essa parte do curso não é garantida, depende de você, através de entrevistas e seu Resume (CV), conseguir a vaga. O que eles fazem é conseguir algumas entrevistas. Bom, comigo deu tudo certo, fiz uma entrevista na filial canadense da RICOH (http://www.ricoh.ca/) e consegui a vaga. O diretor gostou do meu Resume e da entrevista e vou começar lá na próxima segunda-feira. A vaga é bem interessante, pois vou atuar como gerente de projetos, algo que já tenho bastante experiência. Espero que dê tudo certo. Ahhh, só um detalhe que me persegue nesse tal de Canadá. Adivinhem a nacionalidade do diretor que fez a entrevista comigo? Acertou quem falou Indiano. Sério, eu fiquei apavorado quando recebi por e-mail a confirmação da entrevista e o nome da pessoa que iria me entrevistar. Quando li e reconheci a origem do nome entrei em pânico. Pensei comigo, não acredito que fui cair logo com um Indiano, não vou entender nada. Mas foi tudo muito legal, o diretor já mora no Canadá há mais de vinte anos e fez faculdade aqui, então já está sem sotaque.Me safei dessa.
Gerência de Projetos
Já que falei sobre Gerente de Projetos, segue aqui uma dica. Quem tiver interesse em artigos relacionados ao assunto, vale a pena visitar o blog www.cantodogp.blogspot.com, mantido por um ex-aluno meu da Ruy Barbosa, o Luciano Pinna.
Fiquei um tempinho sem escrever, mas espero voltar ao meu ritmo normal de publicação de posts. Fiquem vocês sabendo que esse negócio de blog acaba virando um vício. Fico aqui na maior vontade de escrever logo algo.
Como já tinha dito antes, desde que a turma chegou não paro. Como durante a semana saio de casa às 8:00 e volto às 20:15, acaba sobrando só o final de semana para resolver as coisas da casa. Sabe como é, durante quase três meses foram somente homens morando na casa, até brincava com o João e Filipe dizendo que nossa casa eraTwo and Half Men (1 inteiro e dois que ainda estão só com 0.75), então quando a Ana e minha Mãe chegaram descobriram um monte de coisas “essenciais” para uma casa que não tínhamos (porque não sentimos a menor necessidade-rs). Desde então passei quase todos os dias dos finais de semana comprando essas coisinhas. Outra coisa que tem tomado meu tempo livre é a visitação às Garage Sales, que minha Mãe e Ana não querem perder uma. Ufa ...., uma correiria.
Quanto ao carro
Estou achando o carro o maior barato. Sabe como é professor no Brasil, não é? Sempre tive minha vida toda somente carros como Fiat 147, Uno, Palio e Fiesta. Só no meu último carro que fiz uma extravagância (para mim) e comprei um Ford Focus. Então estar dirigindo um carro grandão com cambio automático é uma festa (rs). Pesquisando preços, olhando as ruas e dirigindo os carros daqui é que podemos perceber o quanto os carros no Brasil são caros e ruins. Só para vocês terem uma idéia, carros como o Honda Civic, o Toyota Corola, Golf e o Ford Focus são carros super simples, quase um Palio. Assim sendo, as montadoras acabam fazendo versões diferentes das vendidas no Brasil para poder entrar no mercado canadense. Por exemplo, o Golf daqui tem muito mais opcionais e o menor motor disponível é um 2.5L, e mesmo assim ele praticamente não é visto nas ruas por ser considerado um carrinho.
Eu comprei um carro americano. O que influenciou muito essa decisão foi o preço, que é bem menor que dos japoneses e um pouco menor que o dos Coreanos. A marca dele é Dodge e o modelo Gran Caravan. De tão grande ele parece um barco, mas as crianças adoram. Quando deito os bancos (deixando só os dois da frente) o Pepo e a Lú ficam brincando lá dentro por um tempão. Até bola eles levam.
Mais uma coisinha que achei muito maneira foi a tirada do Pepo quando viu o carro. Ele disse "Pô Pai, seu carro é o maior barato, tem até bigode".
Copa do Mundo
Acompanhar a Copa vai ser uma dificuldade por essas bandas. Não se houve falar em futebol por aqui. Nada nos jornais ou na TV, então ficamos na maior agonia, pois sabemos que no Brasil as ruas já devem estar enfeitadas e todo mundo falando dos preparativos e das seleções. Poxa, e os bolões, isso também tenho saudade. O que já descobri são uns Pubs que vão colocar telões, mas não sei quem vai freqüentar. Tem uma área de Toronto chamada de Dufferim (tem uma estação do metro lá) que tem muitos Brasileiros e Portugueses, provavelmente lá a coisa esteja mais animada, mas é muito longe aqui de casa.
Já vi dois canais daqui anunciando a transmissão dos jogos, mas não sei se serão todos e ao vivo. Além do mais vai ser muito estranho quando sair o gol do Brasil não ouvir o nosso GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL tão tradicional. Aqui o máximo que os locutores dizem é um breve e bem baixinho gol.
Mais uma vez em Toronto
Na última sexta-feira fomos até Toronto para resolver alguns probleminhas de banco (minha agência fica lá) e lógico que aproveitamos o tempo para dar uma volta. Quando passávamos pela Dundas Square (ponto central) Pepo ficou encantando com esse Batman e acabamos tirando fotos. Claro que teve que rolar uma graninha na caixinha dele.
Decididamente esses foram dias corridos. Desde que o pessoal chegou não parei um minuto. Os dias têm sido bens legais e temos feito muitas coisas interessantes.
Na segunda feira (feriado aqui) fomos passear em um parque em Oakville, uma cidade pequena que fica coladinha em Mississauga. Sabe aquele esquema de parque de filme? O pessoal chega de carro e já tem várias mesas de piquenique em baixo das árvores só esperando. Fomos com dois outros casais e inicialmente passamos um tempão perto de um rio (as crianças se divertiram muito), depois fomos para a parte de cima do parque e ficamos em uma das mesas. Seguem algumas fotos.
Já ontem foi um dia muito importante, pois a Ana Luisa foi para a escola pela primeira vez aqui. De manha fomos à escola levar a documentação para a matrícula. Nesse momento já fomos apresentados àprofessora e conhecemos a sala de aula. Durante essa visita a Lu estava apavorada e pensamos que teríamos problema na hora da aula (turno da tarde), mas foi uma tranqüilidade. Ela chegou, pegou a mão da professora, e deu tchau numa boa. Quando voltou no final da tarde contou que brincou muito, mas que não entendeu nada que a professora e as amiguinhas falaram. A foto é da hora em que fomos levar ela para a aulinha.
Para minha surpresa quem estava todo solto foi o Pepo. Quando entrou na sala saiu logo brincando e querendo começar logo a freqüentar a escola. As aulas para ele só começam em setembro (por causa da idade). Um lance muito bacana é que a escola entrega uma sacola para os pais dos alunos que vão entrar no Jardim em setembro (turminha do Pepo). Essa sacola vem com material para as algumas atividades a serem feitas no verão, como se fosse uma preparação para o Jardim. A sacola é cheia de livros, massinha, letras magnéticas, blocos para desenho, lápis de cor, etc. Fiquei impressionado, pois alem de não pagar nada de material escolar nem de mensalidade ainda deram atividades para as férias.
Outro lance que ainda não tinha comentado no blog é que finalmente tomei vergonha e comprei o carro. Fiz isso na sexta, na véspera da chegada da turma. É um daqueles carros bem grandões, mas que no meu caso não poderia ser diferente, afinal são 7 pessoas na casa (contando com minha mãe). Aqui no Canadá você não pode comprar um carro pequeno e apertar a galera no banco de trás. Todos os passageiros do carro necessitam estar usando cinto de segurança, então não tive como escapar. O preço não tem diferença em relação aos dos carros menores, o problema é o consumo que é maior. O motor é um 3.3L, então bebe direitinho. Em contrapartida tem uma vantagem, é que a gasolina aqui é mais barata, o litro fica mais ou menos R$1,80. A foto da Lu indo para a escola já foi tirada no carro.
Esse é um post pequeno somente para mostrar as primeiras fotos da turma aqui no Canadá.
A chegada foi tranqüila, apesar do processo de imigração ter sido meio demorado (acho que eles ficaram umas duas horas da chegada do avião até serem liberados), pois tinha uma fila grande. Importante foi que chegaram todos bem, inclusive a Sandy.
O sábado foi um dia meio confuso aqui em casa, com muita arrumacão e acabamos saindo muito pouco. Fomos somente no parque aqui da rua e ao mercado. Seguem algumas fotos.
Já ontem passamos o dia em Toronto. Seguem algumas fotos.
Hoje é feriado aqui, Victoria Day, e devemos dar umas voltinhas aqui por Mississauga mesmo.
Na última terça-feira fiz o exame para pegar a carteira de motorista G e foi tudo tranqüilo. Antes estava com a G1, que só me permitia dirigir com alguém que tivesse pelo menos 4 anos de carteira G ao meu lado. Eu podia ter optado pela G2, que é uma carteira intermediária e com um exame mais tranqüilo. Com ela já poderia dirigir sozinho, mas com algumas restrições. Resolvi então fazer logo a G.
Bom, quando disse que foi tudo tranqüilo estava me referindo somente ao exame, pois rolou um stress um pouco antes. O lance foi que como existem algumas diferenças do transito aqui do Canadá em relação ao do Brasil resolvi fazer umas duas aulas em uma auto-escola. Até ai tudo normal, mas o lance foi que durante as aulas (na véspera do meu exame) o instrutor me corrigia a cada dois minutos, no mínimo. Eu já tava deprimido e tendo certeza que não iria passar, mas como já tinha feito o pagamento do exame (CA$75.00) fui fazer assim mesmo. Claro que durante o exame tentei me lembrar de todos os comentários do instrutor para evitar os erros novamente e ao final do exame a avaliadora não tinha feito nenhuma observação na minha ficha. Beleza pura, 100% correto.
O próximo passo é decidir entre comprar logo um carro ou alugar um quando for necessário, mas essa vai ser outra estória.
As lebres se mudaram para o meu quintal
Uma coisa bacana aqui em Mississauga é que toda hora nos batemos com uns bichos nativos da região e poucos comuns no Brasil. Agora mesmo estou com duas lebres que resolveram adotar meu quintal como residência pela manha. Elas ficam ali tomando sol na maior tranqüilidade do mundo. As crianças vão adorar. Ontem tirei uma foto de uma delas.
Outro bicho que de vez em quando me bato nos lugares mais inusitados é o pato. Tem um que fica no meu ponto de ônibus de manha, ele fica lá paradão, parece que está esperando o próximo ônibus. Já encontrei patos também no estacionamento do Wal Mart e da Canadian Tire. Esses patos são bem grandões e são uns dos símbolos do Canadá.
Claro que tem também os esquilos, que já falei antes no blog, eles sempre ficam passeando pelas casas. É muito fácil encontrar com eles. Falei para a Lulu que o esquilinho da Era do Gelo morava aqui no quintal de casa e ela ficou na maior alegria. Me perguntou se ele ficava procurando aquela bolinha (rs)
Isso aqui está parecendo Salvador
Desde terça-feira comecei a sentir uma sensação nova por essas bandas, a de calor intenso. É muito engraçado, pois enquanto estava no Brasil sempre associei o Canadá com neve e muiiitttooo frio, mas aqui também faz calor para caramba, e olha que estamos no meio da primavera.
A temperatura máxima ontem foi de 28oC, não parece muito, na verdade não é muito (se compararmos com o Rio de Janeiro), mas não sei bem o motivo, mas 28oC aqui é quente demais.
Victoria Day
Na próxima segunda-feira é feriado nacional aqui no Canadá. É a data comemorativa do aniversário da rainha Victoria (1819 – 1901), oriunda da Casa de Hanôver, ela foi rainha do Reino unido de 1837 até a sua morte. A incorporação da Índia ao Império Britânico em 1877 lhe conferiu o título de Imperatriz da Índia (lá vêm esses indianos novamente).
O reinado de Victória foi o mais longo, até então, da história do Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Este período foi marcado pela revolução industrial.
Muita gente questiona esse feriado, pois ele sugere uma submissão maior ao Reino Unido (que não me parece tão unido). Não tenho muita certeza, mas pelo que fui informado ele não é comemorado na província do Quebec (por motivos óbvios).
Chegou meu cartão de saúde. Dia 23 eu e João vamos completar 3 meses no Canadá e passaremos a ter direito à saúde pública daqui. Já estava preocupado, pois os cartões não tinham chegado, mas ontem os encontrei na caixa do correio. Já falei sobre isso aqui no blog, mas acho legal voltar ao assunto. Aqui no Canadá não existem hospitais públicos ou clínicas públicas. O que acontece é que o governo do Ontário tem um plano que atende aos moradores da província (cada província tem seu plano). Quando precisamos de atendimento médico levamos nosso cartão (exatamente como em um plano privado do Brasil) e somos atendidos. O hospital então encaminha os atendimentos feitos para o governo que faz o pagamento.
Casa cheia no sábado
Resolvi escrever esse post um pouco antes do normal, pois no sábado chega o pau-de-arara vindo de Salvador com uma nova leva de imigrantes nordestinos. Provavelmente vou passar um final de semana prolongado bem ocupado e cheio de estórias para contar semana que vem.
Nunca gostei muito mesmo do afoxé (seja lá o que for isso) Filhos de Gandhy. Acho a música meio chatinha e aquele negócio de só sair homem é meio estranho, mas tudo bem, os caras devem ser bons, pois fazem sucesso. Além do mais os colares azuis fazem o maior sucesso com a mulherada. Talvez minha baianidade nagô esteja meio em baixa mesmo. Bom, de qualquer forma vai um vídeo do Gandhy, cada um que forme sua opinião.
Bom, estou no Canadá e nem de longe se escuto falar nesses caras e na música deles, mas por que diabos estou escrevendo sobre eles? Ninguem desconfia? Então lá vai. É por causa do meu problema de entendimento do sotaque com os indianos. Entra semana e sai semana e não consigo evoluir. Bom, acho que posso estar exagerando, em uma escala de 0 até 10 acho que já devo estar no 2.0 (pelo menos saí do zero). Para vocês terem uma idéia, já consegui perceber que uma das indianas na minha turma é gaga. Isso mesmo, e para piorar minha vida o professor me coloca de vez em quando para fazer trabalhos com ela. Antes eu nem tinha competência de perceber que ela era gaga, agora, apesar de não entender nada já sei que ela fica repetindo a mesma sílada. Grannnddeee evolucão.... Ahhh, na minha sala tem um Gandhy, e já conheci os dois filhos dele (sério mesmo). Dos indianos ele é o que consigo entender melhor, mas não consigo não associar com o afoxé quando falo com ele. Imagina só eu tentando explicar o que são os Filhos de Gandhy de Salvador, o cara não entendeu nada.
Moral dos motoristas de ônibus
Acho que já falei aqui sobre o quanto um profissional é respeitado aqui, seja lá qual for sua profissão. Na última semana presenciei duas situações interessantes e que jamais poderia imaginar em Salvador com um daqueles motoristas de Topics, Micro ônibus, Van, seja lá qual for o nome. Só consigo é me lembrar deles colocando metade do corpo para fora da janela e gritando Praia do Framengo, Praia do Framengo, vamu lá que já vai sai...... Para contextualizar vale ressaltar que o transporte público aqui é explorado por uma empresa só na cidade (não tenho certeza se é 100% pública), então aqui em Mississauga tem a Mississauga Transit, em Vancouver tem a Translink, em Toronto a TTC (Toronto Transit Commission). Existem também umas empresas que atendem rotas entre cidades, como a GO Transit, que possui trens e ônibus atendendo as cidades da grande Toronto (GTA). Todos os ônibus de cada empresa são iguais e os motoristas super treinados e educados. Ahh, mais uma coisa, você não precisa fazer sinal no ponto, pode ficar paradão. Como a maioria das ruas só é atendida por uma rota, o motorista assume que se você está ali é porque você quer pegar o ônibus.
Voltando a falar das situações. Na primeira delas o ônibus estava parado em um sinal vermelho, fora do ponto e na pista central de uma avenida larga (eu estava nele). Bom, repentinamente aparece um china meio agoniado batendo na porta e pedindo para o motorista abrir (só faltou falar “abri aí motô ...”). O motorista olhou meio assustado e abriu a porta. Quando o china entrou a primeira coisa que o motorista fez foi perguntar se era a 1a vez que o cara tava pegando um ônibus (acho que o cara não entendeu nada, pois ele balançou a cabeça dizendo que sim), e aí começou a bronca, disse que aquilo que ele tinha feito era perigoso demais, que no Canadá as coisas não funcionavam dessa forma, que ele podia ter causado um acidente e que em hipótese nenhuma ele podia fazer novamente aquilo. Foi uma bronca tão braba que o rapaz não sabia onde enfiar a cara. Nessa hora fica todo mundo caladinho no ônibus.
Na outra situação eu estava diretamente envolvido, mas não fui eu que tomei bronca. Tava chovendo muito e chegou o meu ponto, puxei o sinal e me dirigi para a porta da frente. Quando o motorista parou e abriu a porta um rapaz (que estava esperando no ponto) resolveu entrar no ônibus antes dos que estavam dentro terem saltado. Caramba, foi outra bronca daquelas. O motorista falou mais ou menos isso “não, não, não, você tem que esperar todo mundo sair primeiro, só aí pode entrar. Você está muito errado por estar fazendo isso”. O estranho, para quem veio de Salvador, que todo mundo aceita a bronca numa boa e nem tenta explicar. Esse lance de se esperar o pessoal que está saltando sair e só depois entrar funciona para tudo. No metrô mesmo, pode ser que a estação esteja cheia para caramba, mas quando o trem chega fica todo mundo paradinho (sem bloquear a porta) e só quando salta o último passageiro e que a galera entra. Para quem já pegou metrô no Rio e em São Paulo sabe muito bem do que estou falando. Segundo João Henrique daqui a poucos meses Salvador terá esse problema também. Será???
Esquentou novamente !!!!!
Depois de uns 5 dias com a temperatura média de 1 dígito, na sexta-feira amanheceu um dia lindão e com temperatura acima de 20oC, depois disso não caiu mais. E para melhorar, teremos temperaturas acima de 20oC na próxima semana toda. Isso vai ser bom, pois a segunda leva do pau-de-arara vai sair de Salvador dia 21, chegando aqui dia 22 de manha. Coitado do meu filho, ele está feliz da vida e falando para todo mundo que vai para a neve, chegando aqui vai ficar decepcionado.
Por falar em temperatura, esse termômetro aqui do lado não muito bem. Agora mesmo são quatro da tarde, a temperatura certamente acima de 20oC (estou de bermuda e camiseta) e ele mostrando 14oC. Vou ver se acho outro mais confiável.