domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sobre o snowboarding e tobogganing

 Como escrevi há alguns posts atrás, fomos praticar, ou quem sabe tentar praticar snowboarding e tobogganing. Digo tentar pois a parte do snowboarding foi um fracasso. Bom, tudo começou no sábado, quando eu e João Victor fomos sozinhos para inaugurarmos a prancha que tinhamos comprado. Tava um frio muito forte e depois de 45 minutos o João pediu arrego. Na verdade a culpa nao foi do frio, mas para quem não tem prática o esporte é muito cansativo. Assim sendo, depois de muitas quedas ele passou a bola, ou melhor a prancha, para mim. A medida que fui subindo aquela ladeira e olhando para baixo ja fui sentindo um cagaço meio estranho. Pensei comigo, caramba em janeiro de 2008 eu fiz esse negócio o dia todo e me diverti muito, então vou conseguir novamente.
Não é que a coisa pegou para mim também. Já tive dificuldade para travar a bota na prancha logo que cheguei no topo. Fiquei um tempão lá em cima sentado tentando e no final das contas já estava cansado só disso. Depois veio a segunda dificuldade, que foi levantar. O morrinho onde estavamos não tinha uma parte plana no topo, assim sendo, logo que começava levantar já ia eu deslizando. Foi meio estressante e nada fácil. Mas depois de algumas tentativas consegui.
Já no domingo fomos quase todos (menos o Filipe) para ver como era o tal do tobogganing. Peguei um tobogga emprestado de um amigo e nos jogamos. Pepo e Lu se divertiram muito e não queriam mais voltar para casa. Eu e João tambem descemos algumas vezes.
Seguem algumas fotos da brincadeira.


Essa última é do João se largando do morro mais alto,
Ana estava lá, mas nao tentou.

Um abraço
Márcio

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Show de bola do Canadá e da Austrália

Saiu mais um daqueles rankings de melhores cidades do mundo e para variar as cidades Canadenses e Australianas estao lá no topo. Por mais que o critério de avaliação ou a entidade que faça a pesquisa mude, sempre esses dois países estao lá em cima, claro que dividindo com algumas cidades europeias.
A pesquisa do The Economist (http://www.economist.com/blogs/gulliver/2011/02/liveability_ranking) se chamou as “Where the livin' is easiest” que seria em Português algo como “Onde a vida é mais facil” e nela Vancouver continua a ser a cidade mais habitável do mundo. A cidade canadense marcou 98 de um máximo de 100, como tem feito nos últimos dois anos.
As cidades que apresentaram os melhores desempenhos foram cidades de médio porte nos países mais ricos, com uma densidade populacional relativamente baixa. Segundo a pesquisa, isso promove uma ampla gama de disponibilidade de lazer com índices de criminalidade baixos. Sete das dez maiores cidades de pontuação estão na Austrália e no Canadá, onde a densidade populacional de 2,88 e 3,40 pessoas por km ², respectivamente. Só para se ter uma idéia da diferença, a média (terra) global é de 45,65 e a média dos EUA 32.
O estranho disso é que em uma pesquisa local, Vancouver aparece somente em 29º lugar entre as cidades canadenses. Está atrás até de Mississauga, que fica em 26º lugar. O nome dessa outra pesquisa é : Best places to live – Prosperity” e pode ser encontrada no site:
http://list.moneysense.ca/rankings/best-places-to-live/2010/prosperity/Default.aspx

Um abração
Márcio

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O relógio marca …. 1 ano de Canadá !!!!!

Quem ja escutou futebol no Rio de Janeiro certamente conhece o bordão “O relógio marca …. “ do saudoso Valdir Amaral (Rádio Globo/Rio). Tinham outros também, como por exemplo "Apite comigo galera". Eu particurlamente sempre achei os locutores esportivos muito criativos.
Pois é, então apesar da minha ausência no blog nas últimas semanas, não poderia deixar de passar hoje para uma visita rápida e para dizer “O relógio marca ....” 1 ano de Canadá!!!!! ou "Apite comigo galera”, 1 ano de Canadá!!!.
Um sonho sendo realizado. Muitos desafios, alguns ultrapassados e outros ainda por ultrapassar. Fazendo um balanço rápido desse primeiro ano, acho que saiu melhor do que a encomenda.
Um abraço
Márcio

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rolou uma tempestade, mas não uma TEMPESTADE

Bom, pelo tanto que anunciaram não vou negar que fiquei meio decepcionado (rs). Estava esperando aquela TEMPESTADE e só vi uma tempestade. Parece estranho, mas estava muito curioso para ver e poder colocar na minha biografia a tal TEMPESTADE. Imaginei algo parecido com o que andou acontecendo no norte dos EUA nas últimas semanas, onde não dava nem para saber onde estavam os carros.
Hoje de manha, quando olhei pela janela vi menos neve do que outras vezes. Dei uma limpadinha rápida na Driveway (só para deixar o carro passar), pois o trabalho pesado vai ser feito pelo João e Filipe, que estão de folga hoje, e sai para trabalhar.
Tive alguma dificuldade de dirigir de casa até a rua principal do bairro, pois perto de casa as ruas ainda não tinham sido limpas pelo snowblower (dão prioridade para as ruas principais). Minha surpresa foi que ao chegar na rua principal ela estava completamente vazia, parecia domingo de manha, o mesmo aconteceu quando cruzei por cima da Highway 401 (principal de Toronto que vive engarrafada – corta leste/oeste), pois ela também estava bem tranquila e sem engarrafamento. Imaginem então a Highway 407 (onde trabalho), que tem pedágio, não tinha quase carro.
No caminho para o escritório (usando a 407) vi dois carros com a cara enfiada na mureta que divide as pistas. Foi um bom aviso para diminuir a velocidade e prestar mais atencão. O escritorio está bem vazio (estou aqui agora – rs), deve ter mais ou menos 20% dos funcionários, pois o resto está trabalhando de casa. Apesar de saber que temos a opcão de uma vez por mês trabalhar de casa (oficialmente), não imaginei que isso pudesse acontecer em massa, por isso nem perguntei nada (sabe como é pato novo, nunca tem prioridade mesmo). Aqui no meu departamento só estou eu e um outro cara (um russo) que entrou na empresa no mesmo dia que eu. Coisa de calouro.
Bom, e os engarrafamentos que falaram tanto na TV ontem? Eu nem vi de perto, pois todo mundo ficou em casa. Me parece que a coisa fica feia mesmo só em Toronto Downtown, pois as ruas são mais estreitas.
Enquanto isso continuo esperando minha TEMPESTADE de neve para poder colocar na minha biografia.
Um abraço

Márcio

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tempestade de Neve na grande Toronto (GTA)

Desde o final da semana passada a TV está anunciando a chegada desta que vai ser a pior tempestade de neve do inverno (pelo menos aqui na GTA). A expectativa é que no final da tarde de hoje ou no início da noite comece a nevar mais forte e que até amanhã tenha caído uns 30 cm de neve (que vão se acumular com a neve que já está pela cidade).
Mais para o norte de Ontário, em outras províncias/territórios ou mesmo no norte dos EUA, 30cm de neve em uma noite não é coisa rara, mas aqui na grande Toronto acontece pouco. Pelo menos uma coisa boa dessa vez, o João e o Filipe estão sem aula até quinta (terminou o semestre na última sexta e normalmente tem essa parada), então vão poder ajudar na limpeza da Driveway e da calçada.
Quando acontecem essas tempestades as aulas normalmente são suspensas, é o chamado snow day, e as cidades funcionam de forma um pouco diferente pois os esforço todo é para tirar a neve das HighWays e principais vias de acesso. Eles usam uns carros com umas pás na frente, tipo de retroescavadeira. O nome dado é snowblower (foto).
Para mim o grande problema mesmo é dirigir, pois as ruas ficam muito perigosas e deve-se dirigir muito devagar. Provavelmente amanhã a cidade vai estar um caos com grandes engarrafamentos nas vias principais e Highways, exceto nas que cobram pedágio, pois elas são bem carinhas. Minha sorte é que trabalho em uma empresa que administra Highways com pedágio, assim sendo o fluxo de carros é menor e normalmente não engarrafa. Ahhh, claro que eu não preciso pagar para usar.
Depois conto mais sobre essa Snowstorm.
Um abraço

Márcio

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quem nao tem cão caça com gato

No final de semana passada eu e João fomos visitar um parque que fica em Etobicoke (parte oeste de Toronto) para ver o pessoal praticando Skiing, Snowboarding e Tobogganing em plena cidade. Esse foi o final de semana mais frio do inverno (já sabemos agora que pior nao fica), estava fazendo -20oC, mas tomamos coragem e fomos lá.
No Centenniall Park existem alguns morrinhos onde o pessoal fica se divertindo, não são muito altos mas tem até lift (diária de uns $20). Acaba sendo uma opção mais barata do que ir para os resorts que ficam a uns 90 mim da cidade, além de terem o lift mais caro (uns $70 por dia). Achamos o maior barato, principalmente para principiantes, e nos animamos para voltar lá no próximo final de semana.
Resultado dessa animacao toda, comprei uma prancha para Snowboarding na terça e um par de botas (são botas específicas). Adicionalmente ainda estou procurando um toboggan para que os pequenos se larguem também. Vai ser diverido, fico devendo os detalhes em um post futuro.
Entao lá vou eu, de volta às pranchas ...

Um abraço
Márcio

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E o tempo passou ....

O contador aí do lado acabou de me informar que eu , João e Filipe já estamos perto de completar 1 ano no Canadá. O tempo passou rápido demais. Uma pergunta que sempre vem na cabeça de quem está longe do seu país é “Valeu a pena???”. A resposta não é muito fácil. Se você começar a listar as coisas boas que temos por aqui e sair comparando com aquele monte de coisas chatas que convivíamos no Brasil vai ser uma goleada. Aqui quando acontece corrupção a pessoa é punida, criminalidade é bem baixa, a escola é boa e de graça (na verdade são pagas com o imposto), saúde pública decente, transporte público de qualidade, as ruas não tem buraco, as cidades são limpas, o povo é muito educado, a polícia respeita o cidadão e está aqui para servir (dá para confiar nos caras), as rádios não tocam Pagode, Axé, Arroxa e Forró (isso é muito importante), ninguém faz xixí na rua, todo mundo respeita o trânsito, minha empregabilidade aqui me parece maior, não transmite BBB nem na Globo Internacional, o salário mínimo permite as pessoas virerem uma vida bem digna e onde não falta nada, etc.

Bom, olhando assim friamente isso é uma goleada, mas se for olhar “quentemente” também vai ser. Mas fazer o que, sempre bate aquela saudade. Alguns amigos que já estão aqui a mais tempo disseram que quando visitaram o Brasil chegaram a conclusão que nao se adaptariam mais, se sentiram como estrangeiros na sua própria terra. Isso eu acho uma grande verdade, depois de uma temporada longa aqui vai ser difícil se acostumar aquela nossa adorável esculhambação (rs). Viver em uma sociedade onde não existe desigualdade social é bom demais, uma tranquilidade. Criar os filhos aqui então, não tem nem o que falar.
Mas fazer o que, a saudade sempre bate.
Um abraço
Márcio